KABYÊ SI LE, KAWÓ KABYESILE! OBÁ KOSSÔ!

DEUS DOS RAIOS E DO TROVÃO.



Xangô vem da terra dos Yorubás, do reino de Oyo. Orixá forte, exuberante, cheio de vitalidade, é rei em todo o lugar onde se manifesta, impõe-se por sua presença, que não passa despercebida. A dança com seu machado de duas hastes é forte e impressionante, As contas rituais de Xangô são de pedras vermelhas esscuras e brancas. Não é convencional, preocupado em agradar, por outro lado, é capaz de grandes atos de gentileza, generosidade, heroísmo para aqueles que o respeitam e o consideram.





26 de fev. de 2009

Maracatus participam de cerimônia no Recife em homenagem aos antepassados

Noite dos tambores silenciosos é realizada desde 1968. Desfiles dos grupos ocorreu debaixo de chuva.


Maracatus desfilam debaixo de chuva. Público acompanhou cerimônia mesmo com mau tempo (Foto: Luísa Brito/G1)

Um total de 23 nações de maracatus de baque virado do Recife se apresentaram entre a noite de segunda-feira (23) e madrugada da terça-feira (24) no Pátio do Terço, no bairro de São José, no Centro, em reverência aos antepassados, os chamados eguns na religião afro. Os desfiles ocorreram debaixo da chuva que atinge a cidade nesta madrugada. A Noite dos tambores silenciosos reúne todas as nações de maracatus de baque virado do estado, que são aqueles que têm fundamentos na religião africana. O evento é realizado desde 1968. Os maracatus desfilam com seus batuqueiros e a corte formada pelo rei, rainha e dama-do-passo, que carrega a calunga (uma boneca), a representatividade do sagrado. Desde as 20h, cada maracatu desfila no corredor formado no pátio e vai até a igreja onde faz uma reverência aos antepassados dançando e cantando. De acordo com Claudilene Silva, coordenadora do pólo afro da prefeitura, o número de integrantes de cada maracatu varia, mas a média é de 70 componentes por grupo. Depois dos desfiles, as cortes de cada grupo que permaneceram no local participaram do ápice da cerimônia, à meia-noite, quando as luzes do local foram apagadas para marcar o momento de reflexão e oração aos mortos. O babalorixá Raminho de Oxóssi fez uma oração em coro com um grupo de mães-de-santo. “Para mim é uma responsabilidade enorme participar deste evento porque estou mexendo com o que está em outro mundo. A meia-noite é a hora de encontro dos mortos”, disse ele, que há 26 anos faz a oração na noite. Segundo Claudilene, a segunda-feira foi escolhida por representar o dia das almas na religião afro.
Maracatu Leão de Campina desfila durante a Noite dos tambores silenciosos, evento realizado no Pátio do Terço, no bairro de São José, no Centro do Recife (Foto: Luísa Brito/G1)

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