KABYÊ SI LE, KAWÓ KABYESILE! OBÁ KOSSÔ!

DEUS DOS RAIOS E DO TROVÃO.



Xangô vem da terra dos Yorubás, do reino de Oyo. Orixá forte, exuberante, cheio de vitalidade, é rei em todo o lugar onde se manifesta, impõe-se por sua presença, que não passa despercebida. A dança com seu machado de duas hastes é forte e impressionante, As contas rituais de Xangô são de pedras vermelhas esscuras e brancas. Não é convencional, preocupado em agradar, por outro lado, é capaz de grandes atos de gentileza, generosidade, heroísmo para aqueles que o respeitam e o consideram.





26 de fev. de 2009

Carlinhos Brown e Ivete Sangalo fazem "arrastão" em Salvador

Foto: tico feitosa/Coperphoto/uol
Carlinhos Brown puxou o "arrastão" em Salvador acompanhado por 200 músicos


Depois de seis dias de festa, o Carnaval de Salvador chegou ao fim no início da tarde desta quarta-feira de Cinzas (25), com o "arrastão" promovido pelos cantores Carlinhos Brown e Ivete Sangalo
O arrastão começou com Brown comandando 200 músicos -- 100 da Timbalada e 100 do Olodum --, seguido logo depois por Ivete Sangalo. Cerca de 300 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, deixaram o cansaço de lado para participar da última atividade oficial da folia. Ao fim, Brown e Ivete agradeceram os organizadores do evento, elogiaram a segurança pública e prometeram novidades para o ano que vem.


MANUELA MATTOS
Colaboração para o UOL, em Salvador


fonte: http://www.carnaval.uol.com.br/

OS SONS DO MARACATU:

Agogô - Composto de ferro e aço formando dois cones, este instrumento é utilizado para diversos ritmos. Seu som é obtido através da batida da baqueta em seu corpo acompanhando outros instrumentos.
Agbê - Trata-se de uma cabaça envolvidas por contas ou miçangas. A cabaça garante a acústica do barulho realizado pelo movimento das contas ou miçangastrançadas.
Alfaia - Instrumento típico do maracatu de baque virado que vem, gradualmente, sendo inserido em outros ritmos, até mesmo no Rock n´ Roll. É um instrumento pesado, com corpo em madeira e duas peles afinadas por cordas.Nas raízes do Maracatu Nação Porto Rico, as batidas são quatro: melê ou lê, biancó ou rumpi, yan e yan darum. O melê é a base, a marcação continua sob a qual ocorrem as virações. São possíveis duas virações: o yan, chamadas pelos biancó, e o yan darum, sendo a segunda apenas executada por grandes. Na prática, essas batidas ocupam os espaços de tempo existentes, o que garante a singularidade desse maracatu e de seu filho, o Ouro do Porto.
Taróis - Mais próprio da cultura popular dos reizados, maracatus e outros, o tarol é uma caixa acústica muito importante dentro do maracatu, ele faz o acompanhamento dos melês, ou seja, a base da marcação.
Caixa - Uma caixa de forma cilíndrica, afinada com aros metálicos. Os tamanhos e os timbres variam garantindo diversos nomes ao instrumento. A caixa tem mais liberdade de execução e é trabalhada em cima dos biancós, dando suporte para os yan e yan darum na virada.
Timbal - Muito encontrado no samba, esse instrumento assume no maracatu uma maior força e dinâmica.
fonte: Oficinas de percussão do Maracatu Ouro do Porto/Recife

Maracatus participam de cerimônia no Recife em homenagem aos antepassados

Noite dos tambores silenciosos é realizada desde 1968. Desfiles dos grupos ocorreu debaixo de chuva.


Maracatus desfilam debaixo de chuva. Público acompanhou cerimônia mesmo com mau tempo (Foto: Luísa Brito/G1)

Um total de 23 nações de maracatus de baque virado do Recife se apresentaram entre a noite de segunda-feira (23) e madrugada da terça-feira (24) no Pátio do Terço, no bairro de São José, no Centro, em reverência aos antepassados, os chamados eguns na religião afro. Os desfiles ocorreram debaixo da chuva que atinge a cidade nesta madrugada. A Noite dos tambores silenciosos reúne todas as nações de maracatus de baque virado do estado, que são aqueles que têm fundamentos na religião africana. O evento é realizado desde 1968. Os maracatus desfilam com seus batuqueiros e a corte formada pelo rei, rainha e dama-do-passo, que carrega a calunga (uma boneca), a representatividade do sagrado. Desde as 20h, cada maracatu desfila no corredor formado no pátio e vai até a igreja onde faz uma reverência aos antepassados dançando e cantando. De acordo com Claudilene Silva, coordenadora do pólo afro da prefeitura, o número de integrantes de cada maracatu varia, mas a média é de 70 componentes por grupo. Depois dos desfiles, as cortes de cada grupo que permaneceram no local participaram do ápice da cerimônia, à meia-noite, quando as luzes do local foram apagadas para marcar o momento de reflexão e oração aos mortos. O babalorixá Raminho de Oxóssi fez uma oração em coro com um grupo de mães-de-santo. “Para mim é uma responsabilidade enorme participar deste evento porque estou mexendo com o que está em outro mundo. A meia-noite é a hora de encontro dos mortos”, disse ele, que há 26 anos faz a oração na noite. Segundo Claudilene, a segunda-feira foi escolhida por representar o dia das almas na religião afro.
Maracatu Leão de Campina desfila durante a Noite dos tambores silenciosos, evento realizado no Pátio do Terço, no bairro de São José, no Centro do Recife (Foto: Luísa Brito/G1)

Campeã do Carnaval Carioca 2009

ACADÊMICOS DO SALGUEIRO

foto: Rudy Trindade/Futura Press

Quatro mil e 100 componentes, em 34 alas e sete carros alegóricos ajudaram a escola vermelha e branca a contar o enredo do carnavalesco Renato Lage, sobre a história do instrumento musical, por meio de som, dança festa e, principalmente, o folclore e a popularidade da música.
Na letra dos autores Moisés Santiago, Paulo Shell, Leandro Costa e Tatiana Leite, contam-se a criação do tambor, que representa qualquer instrumento com uma membrana esticada percutida. Da Pré-História, a partir da utilização de troncos de árvores e peles, construíram-se diversos formatos, como "repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro" da "furiosa bateria" do Salgueiro.
Fundada em 1953, a escola surgiu a partir da fusão de duas das três escolas do Morro do Salgueiro, Azul e Branco e Depois Eu Digo. No final da década de 1950 adotou o lema "nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente". A agremiação tenta em 2009 seu nono título do grupo especial.

História do Acarajé


Iansã, deusa dos ventos e das tempestades, é a senhora dos raios e dona da alma dos mortos. A ela são oferecidos os bolinhos feitos de feijão fradinho e fritos no azeite de dendê, o acarajé. Segundo a lenda, a deusa dos ventos, mulher de Xangô, foi a casa de Ifá, buscar um preparado para seu marido. Ifá entregou o encantamento e recomendou que quando Xangô comesse fosse falar para o povo. Iansã desconfiou e provou o alimento antes de entrega-lo ao marido, nada aconteceu, quando chegou em casa entregou o preparado ao marido, lembrando o que Ifá dissera, Xangô comeu e quando foi falar ao povo, começaram a sair labaredas de fogo da sua boca, Iansã ficou aflita e correu para ajudar o marido gritando Kawô Kabiesilé. Foi então que as labaredas começaram a sair da sua boca também. Diante do ocorrido o povo começou a sauda-los: Obá anlá Òyó até babá Inà, ou seja, grande rei de Oyó, rei de pai do fogo. Essa história do Candomblé explica o nome do acarajé, que vem do iorubá akárà (bola de fogo) e jè (comer).