KABYÊ SI LE, KAWÓ KABYESILE! OBÁ KOSSÔ!

DEUS DOS RAIOS E DO TROVÃO.



Xangô vem da terra dos Yorubás, do reino de Oyo. Orixá forte, exuberante, cheio de vitalidade, é rei em todo o lugar onde se manifesta, impõe-se por sua presença, que não passa despercebida. A dança com seu machado de duas hastes é forte e impressionante, As contas rituais de Xangô são de pedras vermelhas esscuras e brancas. Não é convencional, preocupado em agradar, por outro lado, é capaz de grandes atos de gentileza, generosidade, heroísmo para aqueles que o respeitam e o consideram.





12 de out. de 2009

Foto: drumnba
Neste palácio tem bandeira, levantamento do mastro
Dançante Mirim da Guarda N.S. Rosario
Foto: drumnba


Festa de N.S. do Rosário/larangeiras/João Monlevade/MG-11/10/2009

5 de mai. de 2009

De volta ao Reinado

Neste mês de maio inicia-se as festividades do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, os ensaios, as reuniões já estão finalizando, o calendário pronto, coincidência ou não tambem é o mês da Abolição da Escravidão no Brasil, uma história ainda pouco contada ou mal contada por alguns historiadores, apesar de tudo isso Nossa Senhora agradece e até o final do mês de outubro do corrente ano, Reis, Rainhas, dançantes, Guardas e Capitães (Capitães como o nosso grande Anganga Muquiche JOSE RAIMUNDO NONATO da Guarda do Rosário Nossa Senhora de Santana do Bairro laranjeiras aqui da nossa cidade, com quem tive a honra de tirar um foto) se encontram nas cidades, vilas e lugarejos do nosso médio piracicaba. Nos últimos anos tenho acompanhado as festividades do reinado nas cidades da região e me banhado da sabedoria deste povo, gente simples, honesta, destas que pouco se encontra nos dias de hoje, em cada cidade é uma festa com suas caixas, suas danças, sua fé que mantém acesa a chama da resistência e da alegria, e o que me surpreende a cada encontro é a perseverança dos mais velhos alimentando a jovialidade de crianças e adolescentes em um só compasso e desta forma a certeza da preservação desta festa que legitima a africanidade brasileira. Um abraço meu povo, este ano estaremos juntos novamente em nossa jornada pelas terras das gerais, aqui no nosso médio piracicaba.

20 de mar. de 2009

Reinado ou Reisado

A festa do Congado é uma tradição que ainda permanece pelo interior das Minas Gerais, as festas do congado tiveram início na antiga capital, Vila Rica, sendo denominadas Reinado ou Reisado.

“(...) Neste dia sahirão duas bandeiras á publica veneração pelas ruas da Villa: uma dellas tinha em uma face a Senhora do Rosário, em outra a custodia do Sacramento; a outra tinha também a custodia em uma face, e na outra a imagem da Senhora do Pilar; ambas de damasco carmesim, Forão levadas por duas pessoas ricamente vestidas com numerosos, e grave concurso, até se collocarem, uma defronte do templo da Senhora do Rosário, onde estava o Sacramento, outra defronte do templo da Senhora do Pilar, delle padroeira, para onde havia ser a trasladação(...)”

( R. A.P.M. VI, p.999)

6 de mar. de 2009

Dia Internacional da MULHER

Dindinha.
DIGNIDADE, FÉ, ESPERANÇA, SABEDORIA, ALEGRIA.........
Uma singela homenagem a MULHERES........

26 de fev. de 2009

Carlinhos Brown e Ivete Sangalo fazem "arrastão" em Salvador

Foto: tico feitosa/Coperphoto/uol
Carlinhos Brown puxou o "arrastão" em Salvador acompanhado por 200 músicos


Depois de seis dias de festa, o Carnaval de Salvador chegou ao fim no início da tarde desta quarta-feira de Cinzas (25), com o "arrastão" promovido pelos cantores Carlinhos Brown e Ivete Sangalo
O arrastão começou com Brown comandando 200 músicos -- 100 da Timbalada e 100 do Olodum --, seguido logo depois por Ivete Sangalo. Cerca de 300 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, deixaram o cansaço de lado para participar da última atividade oficial da folia. Ao fim, Brown e Ivete agradeceram os organizadores do evento, elogiaram a segurança pública e prometeram novidades para o ano que vem.


MANUELA MATTOS
Colaboração para o UOL, em Salvador


fonte: http://www.carnaval.uol.com.br/

OS SONS DO MARACATU:

Agogô - Composto de ferro e aço formando dois cones, este instrumento é utilizado para diversos ritmos. Seu som é obtido através da batida da baqueta em seu corpo acompanhando outros instrumentos.
Agbê - Trata-se de uma cabaça envolvidas por contas ou miçangas. A cabaça garante a acústica do barulho realizado pelo movimento das contas ou miçangastrançadas.
Alfaia - Instrumento típico do maracatu de baque virado que vem, gradualmente, sendo inserido em outros ritmos, até mesmo no Rock n´ Roll. É um instrumento pesado, com corpo em madeira e duas peles afinadas por cordas.Nas raízes do Maracatu Nação Porto Rico, as batidas são quatro: melê ou lê, biancó ou rumpi, yan e yan darum. O melê é a base, a marcação continua sob a qual ocorrem as virações. São possíveis duas virações: o yan, chamadas pelos biancó, e o yan darum, sendo a segunda apenas executada por grandes. Na prática, essas batidas ocupam os espaços de tempo existentes, o que garante a singularidade desse maracatu e de seu filho, o Ouro do Porto.
Taróis - Mais próprio da cultura popular dos reizados, maracatus e outros, o tarol é uma caixa acústica muito importante dentro do maracatu, ele faz o acompanhamento dos melês, ou seja, a base da marcação.
Caixa - Uma caixa de forma cilíndrica, afinada com aros metálicos. Os tamanhos e os timbres variam garantindo diversos nomes ao instrumento. A caixa tem mais liberdade de execução e é trabalhada em cima dos biancós, dando suporte para os yan e yan darum na virada.
Timbal - Muito encontrado no samba, esse instrumento assume no maracatu uma maior força e dinâmica.
fonte: Oficinas de percussão do Maracatu Ouro do Porto/Recife

Maracatus participam de cerimônia no Recife em homenagem aos antepassados

Noite dos tambores silenciosos é realizada desde 1968. Desfiles dos grupos ocorreu debaixo de chuva.


Maracatus desfilam debaixo de chuva. Público acompanhou cerimônia mesmo com mau tempo (Foto: Luísa Brito/G1)

Um total de 23 nações de maracatus de baque virado do Recife se apresentaram entre a noite de segunda-feira (23) e madrugada da terça-feira (24) no Pátio do Terço, no bairro de São José, no Centro, em reverência aos antepassados, os chamados eguns na religião afro. Os desfiles ocorreram debaixo da chuva que atinge a cidade nesta madrugada. A Noite dos tambores silenciosos reúne todas as nações de maracatus de baque virado do estado, que são aqueles que têm fundamentos na religião africana. O evento é realizado desde 1968. Os maracatus desfilam com seus batuqueiros e a corte formada pelo rei, rainha e dama-do-passo, que carrega a calunga (uma boneca), a representatividade do sagrado. Desde as 20h, cada maracatu desfila no corredor formado no pátio e vai até a igreja onde faz uma reverência aos antepassados dançando e cantando. De acordo com Claudilene Silva, coordenadora do pólo afro da prefeitura, o número de integrantes de cada maracatu varia, mas a média é de 70 componentes por grupo. Depois dos desfiles, as cortes de cada grupo que permaneceram no local participaram do ápice da cerimônia, à meia-noite, quando as luzes do local foram apagadas para marcar o momento de reflexão e oração aos mortos. O babalorixá Raminho de Oxóssi fez uma oração em coro com um grupo de mães-de-santo. “Para mim é uma responsabilidade enorme participar deste evento porque estou mexendo com o que está em outro mundo. A meia-noite é a hora de encontro dos mortos”, disse ele, que há 26 anos faz a oração na noite. Segundo Claudilene, a segunda-feira foi escolhida por representar o dia das almas na religião afro.
Maracatu Leão de Campina desfila durante a Noite dos tambores silenciosos, evento realizado no Pátio do Terço, no bairro de São José, no Centro do Recife (Foto: Luísa Brito/G1)

Campeã do Carnaval Carioca 2009

ACADÊMICOS DO SALGUEIRO

foto: Rudy Trindade/Futura Press

Quatro mil e 100 componentes, em 34 alas e sete carros alegóricos ajudaram a escola vermelha e branca a contar o enredo do carnavalesco Renato Lage, sobre a história do instrumento musical, por meio de som, dança festa e, principalmente, o folclore e a popularidade da música.
Na letra dos autores Moisés Santiago, Paulo Shell, Leandro Costa e Tatiana Leite, contam-se a criação do tambor, que representa qualquer instrumento com uma membrana esticada percutida. Da Pré-História, a partir da utilização de troncos de árvores e peles, construíram-se diversos formatos, como "repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro" da "furiosa bateria" do Salgueiro.
Fundada em 1953, a escola surgiu a partir da fusão de duas das três escolas do Morro do Salgueiro, Azul e Branco e Depois Eu Digo. No final da década de 1950 adotou o lema "nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente". A agremiação tenta em 2009 seu nono título do grupo especial.

História do Acarajé


Iansã, deusa dos ventos e das tempestades, é a senhora dos raios e dona da alma dos mortos. A ela são oferecidos os bolinhos feitos de feijão fradinho e fritos no azeite de dendê, o acarajé. Segundo a lenda, a deusa dos ventos, mulher de Xangô, foi a casa de Ifá, buscar um preparado para seu marido. Ifá entregou o encantamento e recomendou que quando Xangô comesse fosse falar para o povo. Iansã desconfiou e provou o alimento antes de entrega-lo ao marido, nada aconteceu, quando chegou em casa entregou o preparado ao marido, lembrando o que Ifá dissera, Xangô comeu e quando foi falar ao povo, começaram a sair labaredas de fogo da sua boca, Iansã ficou aflita e correu para ajudar o marido gritando Kawô Kabiesilé. Foi então que as labaredas começaram a sair da sua boca também. Diante do ocorrido o povo começou a sauda-los: Obá anlá Òyó até babá Inà, ou seja, grande rei de Oyó, rei de pai do fogo. Essa história do Candomblé explica o nome do acarajé, que vem do iorubá akárà (bola de fogo) e jè (comer).


27 de jan. de 2009

NO CONGADO:

Festejo em Conceição do Piracicaba/JORGE.foto:Eustaquio Silva


CANDOMBE: Assim como o congo e o Moçambique, é um ritual do congado onde se reverenciam os tambores e os antepassados.
CHITANGOME OU PATANGOME: Chocalhos de lata tocados com as mãos
GALANGA: O Nome africano de Chico-rei
GUAIÁ: chocalho de cesta com sementes
GUNGA: Chocalhos de lata presas ao tornozelo
INGOMA: O grupo de participantes do congado ou expressão usada quando o canto esta bonito
MUZUNGA: Nome para designar o homem branco
NANÃ BURUKÊ: Orixá da chuva, da lama, da fecundidade, a mais antiga e mãe de todos os orixás.
NGOMÄ, DAMBIM E DAMBÁ: O três tambores sagrados do candombe
PULTA: Tambor de fricção, como a cuíca
SALUBA:
Saudação a Nana
SANTANA, SANTANINHA E CHAMA:
Os nomes dos três tambores sagrados
SERRA ABAIXO E SERRA ACIMA:
Padrões rítmicos do toque dos tambores do Moçambique.

Atabaques, do terreiro para as rodas de capoeira.

São três os atabaques em um terreiro, Rum, Rumpi e Lê, sendo o Rum o atabaque maior com som mais grave, é o atabaque responsável em puxar o toque do ponto que está sendo cantado, no Rum ficaria os Alabê, Ogãn, ou Ogãn de Sala, como é conhecido por todos, seria o Ogãn responsável pelos toques.
O Rumpi seria o segundo atabaque maior, tendo como importância responder ao atabaque Rum, e o Lê seria o terceiro atabaque onde fica o Ogãn que está iniciando ou aprendiz que acompanha o Rumpi. O Rum também é responsável para dobrar ou repicar o toque para que não fique um toque repetitivo.Cada atabaque tem suas obrigações a serem feitas, pois o atabaque praticamente representa um orixá.Existem vários tipos de toques, Angola que se toca com mão, e Ketu se toca com a varinha.Um Ogãn seria como um tatá da casa na maioria das vezes seu conhecimento é quase superior a um Zelador de Santo, para ser um Ogãn não basta saber tocar e sim saber o fundamento da casa, saber o canto na hora certa, é de grande importância em um terreiro.Existem também outros tipos de componentes que se usa junto com os atabaques, por exemplo o agogô, chocalho, triângulo, pandeiro, etc.Existem também o Abatá, que seria um tambor, com os dois lados com couro, que se usa muito no Rio Grande do Sul, e na nação Tambor de Mina.Na Angola existem vários tipos de toques, onde cada toque é destinado a um Orixá, por exemplo, Congo de Ouro, Angolão que seria destinado a Oxossi, Ygexá que seria destinado a Oxum, etc.O mesmo acontece com ketu, que se toca com varinha de goiabeira ou bambu, chamadas aguidani.O couro também merece cuidados, se passa dendê e deixa no sol para que ele, o couro, fique mais esticado, e possa produzir um som melhor no atabaque.

Nascem as Irmandades de Nossa Senhora

Integrantes da Guarda de Congado Nossa Senhora do Rosário
da Vila Padre Pinto/Caxambu-MG
foto: Eustaquio Silva.

1708 - Em São João Del Rei (MG). Fundação da Irmandade de N.Sra. do Rosário dos Homens Pretos.
1711 – Em São Paulo (SP). Fundação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
1713 – Em Cachoeira do Campo (MG). Fundação da Irmandade de N.Sra.do Rosário.
1713 – Em Sabará (MG). Fundação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
1715 – Em Ouro Preto (MG). Fundação da Irmandade de N.Sra.do Rosário dos Homens Pretos.
1728 – Em Serro (MG). Fundação da Irmandade do Rosário.
1754 - Em Viamão (RS). Fundação da Irmandade de N.Sra.do Rosário dos Homens Pretos.
1771 - Em Caicó (RN). Fundação da Irmandade de N.Sra.do Rosário dos Homens Pretos.
1773 - Em Mostardas (RS). Fundação da Irmandade de N.Sra.do Rosário dos Homens Pretos.
1773 (ou 1747?)- Em Ouro Preto (MG), Chico Rei.
Recebeu destaque a festa do reinado do Rosário que se deu com Chico Rei da Angola, no dia dos Santos Reis, seis de janeiro de 1773, em Vila Rica.
1774 - Em Rio Pardo (RS). Fundou-se a Irmandade de N.Sra.do Rosário dos Homens Pretos.
1782 – Em Paracatu (MG). Fundação da Irmandade de N.Sra.do Rosário dos Homens Pretos.
1559 – Cristianismo na Angola. Em 1559 chegam os primeiros missionários para o reino de Angola. Os contatos entre Angola e Congo facilitaram as conversões. Em 1604 havia em Luanda, 20.000 cristãos. A rainha Ginga foi batizada por um frade capuchinho italiano, em 1622. Em 1663, o rei Luango pediu missionários em Luanda. Após um século, fracassaram as tentativas dos reis de Portugal e do Congo de constituir um reinado cristão, no vale do Congo. No entanto, o período está na origem dos reinados existentes no Brasil, nas irmandades de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. – Mais informações:R.Delgado."História de Angola."4 Vol.Lisboa,1970.
1526 – A primeira Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, na África. A pedido de dois homens pretos livres, o rei de Portugal autorizou a fundação da Irmandade na ilha de São Tomé.(BOXER,C.R.. "Race Relations in the Portuguese Colonial Empire,1415-1825". Oxford,Clarendon Press,1963.p.14. Apud: KIDDY,Elizabeth W.. "Brotherhoods of Our Lady of the Rosary of the Blacks:Community and Devotion in Minas Gerais, Brazil". Albuquerque,New Mexico,1998.p.79)
1496 – Em Lisboa, a primeira Irmandade do Rosário dos escravos. A mais antiga menção a uma "Confraria de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos" encontramos em 14 de julho de 1496*, portanto quatro anos antes da descoberta do Brasil. Trata-se de um alvará dado à dita confraria, sita no mosteiro de S.Domingos de Lisboa, para poderem dar círios e recolher as esmolas nas caravelas que vão à Mina e aos rios da Guiné. O importante documento(Confirmações Gerais,L.2.fls.107v.-108) acha-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa.
1478 - Fundação da primeira Irmandade do Rosário dos brancos de Portugal, em Lisboa. (PIMENTEL,Alberto."História do Culto de Nossa Senhora em Portugal".Lisboa,1899.p.46ss.)
1444 – Primeira venda pública de escravos em Portugal. A ilha de Arguim foi alcançada em 1443 e a 8 de agosto de 1444, escreve Gomes Eanes de Azurara na sua "Crônica dos feitos de Guiné"(1453), realizou-se a primeira venda pública de escravos, em Lagos (Algarves), na presença do Infante D.Henrique, o impulsionador das expedições africanas.
1409 – Na Alemanha, a fundação da primeira irmandade de Nossa Senhora do Rosário. A mais antiga Irmandade do Rosário foi fundada em 1409, na cidade de Düsseldorf (Alemanha) com o nome de "Irmandade das Alegrias de Nossa Senhora, para irmãos e Irmãs do Rosário". Em 1474, temos notícia de uma outra em Colônia (Alemanha); esta irmandade, que serviu de modelo para inúmeras outras, em 1481 já contava com 100.000 membros.

tambores para a RAINHA...

GRUPO TAMBOR DE N´JINGA
(Projeto BATICUDUM)
Uma homenagem a RAINHA NEGRA.
1618 – A Rainha Ginga enfrenta Portugal. "Ginga" é o nome português da rainha Nzinga Mbandi(1581-1663), que durante 13 anos lutou contra os portugueses em Angola. Mostrou firmeza na defesa da dignidade. - Em meados do século XVI, o Congo e o Oeste africano se viram invadidos por povos guerreiros. Em Angola(de Ngola), se chamavam Gingas. Entre os reis guerreiros estava o fundador da dinastia Ginga: Ngola Ginga. Tomou ele dois reinos: o de Ndongo, que deu ao filho Ngola Bandi, e o de Mutamba, que governou. Dos descendentes, Ngola Ginga Bandi, irmão da Ginga de Mutamba, conseguiu ficar com os dois reinos, mandando matar vários parentes, inclusive o filho de Ginga. Em 1618, ele resolveu enfrentar os portugueses, e, depois de três anos de guerra, foi vencido por Luiz Mendes de Vasconcelos que ocupou a capital do Ngola e matou 94 dos seus chefes. Em 1621, a rainha Ginga de Mutamba com uma vistosa comitiva foi então propor a paz, em Luanda. Aceitou certas condições que lhe foram impostas e se batizou em 1622 com o nome de Dona Ana de Souza, na igreja matriz de Luanda, mas não aceitava a submissão, não pagava tributos. No ano seguinte, moveu ela mesma guerra aos portugueses, depois de ter matado o irmão que assassinara seu filho. Ficou então como rainha dos dois reinos e seus povos. Foi então que ela permitiu que o capuchinho italiano Antônio Gaeta(+1662) morasse no seu reino. Gaeta levou-a a mudar de vida. Contra a vontade dos portugueses, Ginga mandou uma embaixada ao Papa Alexandre VII pedindo o reconhecimento do seu reino. Esquecendo o padroado, o Papa enviou-lhe uma carta pessoal e outra da Sagrada Congregação da Propaganda Fide com orientações para que seu reino fosse cristão, enviou mais missionários capuchinhos italianos e nomeou o Pe.Antônio Gaeta como prefeito apostólico da Mutamba. A carta da S.C.da Prop.Fide contém entre outras uma "proibição aos comerciantes e a qualquer outras pessoas de comprar como escravos os batizados. Este uso impede a conversão de muitos." Assim resumimos as anotações do historiador Eduardo A..Muaca em "Breve História da Evangelização de Angola.1491-1991"(Lisboa,Secr.Nac.das Comemorações dos 5 Séculos,1991.p.35). Mas a rainha foi derrotada à frente de suas tropas por Fernão de Souza, e suas duas irmãs, as princesas Cambe e Funge, foram levadas para Luanda e batizadas com os nomes de Bárbara e Engrácia. Em 1641, os holandeses saíram do norte do Brasil e ocuparam Luanda. Ginga aliou-se a eles contra os portugueses. Mas estes tornaram a derrotá-la em 1647, sempre com armas superiores, comandados por Gaspar Borges de Madureira. Em 1648, Salvador Correa de Sá retomou Luanda dos holandeses, com uma armada saída do Rio de Janeiro. A rainha Ginga viveu os seus últimos anos em Angola, morrendo em 17 de dezembro de 1663, quando teria cerca de 81 anos. Foi sepultada na capela de Santana por ela mesma(Dona Ana) construída, e com um hábito velho de capuchinho, relíquia de Gaeta. Os portugueses anexaram a partir daí os reinos de Ginga e Mutumba(ou Matamba) à Angola. A memória da rainha guerreira, no entanto, acompanhou os negros levados como escravos para o Brasil.(KI-ZERBO,Joseph."História da África Negra".Lisboa,Publ.Europa-América.pp.426-427-Trad.de "Histoire de l’Afrique Noire."Paris,1972; NUNES,Jerônimo.Pe. "Santa Ana e Rainha Jinga".In:"Cruzada Missionária".Ano LXV.Abril/1997.p.4) Luanda tornou-se o maior porto negreiro da África, a partir do qual mais de 30 mil escravos saíam anualmente, principalmente para o Brasil. No séc.XVII, registramos a existência de uma igreja de "Nossa Senhora do Rosário dos Pretos", em Luanda e outras igrejas de Nossa Senhora do Rosário, em Cambambe e em Pungo Andongo.(Informações de: MUACA, Eduardo A.. "Breve História da Evangelização de Angola.1491-1991", Lisboa, Secr.Nac.das Comemorações dos 5 Séculos, 1991. p.39.) – Em "O Livro das Velhas Figuras"(Natal, Instituto Histórico e Geogr.do Rio Grande do Norte, 1977. pp.9-11), Luis da Câmara Cascudo defende a inclusão da rainha Ginga na História, como a última rainha autêntica, combatendo portugueses e holandeses e ficando com seu povo contra os chefes pro-portugueses, proprietários de latifúndios e exploradores da fome negra. - O autor angolano Manuel P.Pacavira escreveu sobre a Rainha Ginga o romance "Nzinga Mbandi".(2aEd. Lisboa, Edições 70, 1979)

OS TAMBORES

Tambores do NAÇÃO CONGO
Foto e Confecção: Eustaquio Silva
A história.

Os tambores começaram a aparecer pelas escavações arqueológicas do período neolítico. Um tambor encontrado na escavação na Morávia, foi datado de 6.000 anos antes de Cristo. Tambores têm sido encontrados na antiga Suméria com a idade de 3.000 A . C. Na Mesopotâmia foram encontrados pequenos tambores datados de 3.000 A . C. Tambores com peles esticadas foram descobertos dentre os artefatos egípcios, a 4.000 A . C. Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco. Estes troncos eram cobertos nas bordas com peles de alguns réptil, e eram percutidos com as mãos, começou-se a usar peles mais resistentes e apareceram as primeiras baquetas. O tambor com duas peles veio mais tarde, assim como a variedade de tamanho.

26 de jan. de 2009

SUPERAÇÃO


VIVA SEGUNDO SEU PRÓPRIO JUÍZO DE VALORES!
ACEITE E ENSINE O RESPEITO AOS MODOS DE SER, VIVER E CONVIVER DE CADA UM!
LUTE PELOS SEUS DIREITOS E IDEAIS!
OTIMIZE OPINIÕES POSITIVAS A RESPEITO DE SI PRÓPRIO, DE SUAS CRENÇAS, DE SUA COR!
RESPEITE A DIVERSIDADE RACIAL!
INCENTIVE E PARTICIPE DE GRUPOS QUE DIFUNDAM A CULTURA AFRO-DESCENDENTE!
ZELE PELA CONSTRUÇÃO DE UMA IMAGEM POSITIVA DE SI MESMO, TRADUZIDA PELA CONFIANÇA EM SUA CAPACIDADE DE ESCOLHER E REALIZAR SEU PRÓPRIO PROJETO DE VIDA!
ASSUMA SUA IDENTIDADE CULTURAL!
REALIZE INTERCÂMBIOS SEM SENTIMENTOS DE SUPERIORIDADE OU DE INFERIORIDADE!

VALORIZE O QUE VOCÊ É...
VOCÊ É UM SER... VOCÊ É ALGUÉM...
VOCÊ É IMPORTANTE!


A DISCRIMINAÇÃO E O PRECONCEITO RACIAL FORAM DESDE A ESCRAVIDÃO PRÁTICAS SOCIAIS EXTREMAMENTE DESTRUTIVAS PARA A AUTO-IMAGEM DA POPULAÇÃO NEGRA, LEVANDO-OS A INTERNALIZAR IMAGENS NEGATIVAS DE SEU POVO E DE SI PRÓPRIOS.
ESSE QUADRO GRADATIVAMENTE ESTÁ SENDO MUDADO, POIS OS AFRO-DESCENDENTES COM MAIOR CONHECIMENTO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA AFRICANA, ESTÃO SE AUTO-AFIRMANDO ETNICAMENTE E CONSTRUINDO SUA IDENTIDADE, E CONSEQUENTEMENTE, ELEVANDO SUA AUTO-ESTIMA.


“TER O PASSADO COMO EXCLUSÃO,
O PRESENTE COMO CONDIÇÃO,
O FUTURO COMO SUPERAÇÃO”.

21 de jan. de 2009

Eu tenho um sonho.........


" O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS VIOLENTOS, MAS O SILÊNCIO DOS BONS"
Martin Luther King.

'E A VAIDADE DOS IGNORANTES' eu acrescentaria.

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14 de jan. de 2009

Só se for pra ter poder:

O poder sentou-se na praça
Com o livro do direito na mão
Olhava o movimento, que já diminuía consideravelmente
Era sábado, jogo da seleção
O vai e vem de pessoas, já era menos intenso
Depois da sua chegada.
Um andarilho perambula pela calçada
Recitando a obra de um poeta
Prefiro ser essa metamorfose ambulante.,....,.....
No texto escrito o poder talvez se confunde com o direito
O livro fecha, o texto fere o desejo
O desejo do poder fere e fura a embarcação
O homem quer dar milho aos pombos
Que também debandaram, restam um ou dois
Curiosos e assustados a observar.
Os coronéis, os comandantes querem o poder
A vaidade e o orgulho também o querer
Só não sabem o que fazer..........................

4 de jan. de 2009

VOAR, VOARÁS...se quiser

Série: MASCARAS (por Jagunmadeê)

O Negro pode voar
Mas não voa porque o senhor não deixa.
O Negro voou....
Passou por cima do senhor....
Mas parou porque
Outros nêgo não deixa.
Mas o Negro voa
Passa por cima do sinhô e de outros nêgo
Porque Nossa Senhora Deixô

Negro vooou.....

É preciso ter mais que, somente a pele negra

já é 2009.