O “Dia da Consciência Negra” no próximo dia 20. Uma data que deve ser lembrada como fruto da resistência de um povo, que não veio para este país fazer turismo, veio arrancado de sua terra natal para construir este maravilhoso país.
A história do negro, aqui na cidade, em toda Minas Gerais, e no Brasil, foi sempre muito mal contada pelos livros. A história que foi escrita sempre falou do trabalho, do canto e da dança dos negros, mas não falava da luta contra a escravidão. A resistência dos africanos, e seus descendentes, tiveram muitas formas e muitos heróis anônimos, como ainda hoje os tem. Os Quilombos se destacaram por constituírem uma forma alternativa de organização da sociedade. Dentre muitos Quilombos que existiram, os negros fugiam sempre do trabalho forçado para trabalhar livremente na construção do seu próprio espaço, o Quilombo dos Palmares foi o mais famoso. Os Quilombos eram núcleos de escravos fugidos da violência da escravidão, constituídos por conjunto de aldeias, as comunidades quilombolas formadas por negros, brancos e índios marginalizados, sem terras e sem fortunas, estruturadas em leis comunitárias, formavam a mais avançada e sofisticada organização de luta, orientada por uma só regra.” Fica quem vier por amor a liberdade”. A criança e os adolescentes negros sempre tiveram seu lugar de destaque nas comunidades quilombolas, como força de preservação da cultura e da história daquelas comunidades. As experiências eram contadas de avós para pais e de pais para filhos, em uma rodas de conversa após o jantar, exercitavam o hábito saudável de se contar histórias da família africano para as crianças e os adolescentes, ou as vezes junto a uma grande fogueira que eram feitas próximo ao quintal. O fortalecimento e o vinculo entre as familias e a comunidade eram um dos marcos daquelas organizações. Crianças saudáveis e adolescentes fortes e responsáveis conviviam entre si com total liberdade. Nesta sociedade livre e organizada no ano de 1655, nasceu a criança que ainda com poucos anos de vida foi encaminhada ao padre português Antônio Melo, batizada a criança com o nome de Francisco, aos 10 anos já falava o latim e a língua portuguesa como ninguém. Aos 15 anos mostrando toda sua coragem e altivez, com o conhecimento do sofrimento que seu povo vivia, retornou a palmares para retomar seu destino de luta contra a opressão, as desigualdades que ainda estão presentes na nossa sociedade.
Crianças e adolescentes reverenciai ZUMBI dos PALMARES, líder da liberdade, da igualdade e dos direitos de uma vida digna e livre.
Quero deixar aqui um AXÉ, para toda Comunidade Afro-Monlevadense e os nossos valores culturais, Congadas, Marujadas, Coral Alcântara, Capoeira, a galera do Hip Hop, Rap e do Funk. AXÉ!!!!
Que Oxalá nos ilumine a todos.
PAZ E AXÉ!!!
Por Jagunmadeê